Vou aproveitar este momento pra mostrar um video de divulgação do projeto A FUGA, de Alex Moletta e Pedro Franz .

O vídeo foi feito pelo próprio Moletta utilizando desenhos do Pedro.

Sinopse:

Lúcia é uma assassina que volta para o presídio feminino estadual.

Assim que é colocada em sua cela já começa traçar um plano de fuga. Para conquistar sua liberdade ela passará por cima de quem estiver no caminho. Mas o destino marca um encontro inesperado em busca dessa liberdade.

Para mais detalhes: http://www.ciafatidicos.com.br/roteiro_hq002.html

Agora assista ao trailer:

Olá pessoal.

Vou iniciar este ano de 2009 com um tema que todos conhecem muito bem.

“Parceria nos Quadrinhos”

Que roteirista nunca sonhou com aquele desenhista para sua série ou personagem. Ou um desenhista que está sempre atrás de um bom roteirista pra ajudá-lo a escrever as suas histórias ou as deles.

E quando um encontra o outro, o que acontece; “Ele desenha bem, mas o estilo não serve pra minha história.” ou “Os roteiros dele são muito bons. É uma pena que ele só escreva ficção e terror; pois eu gosto de desenhar temas policias e super herois”.

Existem aqueles que exercem muito bem as duas funções, não dependendo de outras pessoas. Porém, são poucos.

Então para a maioria de nós, não nos resta outra coisa a não ser… encontrar um bom parceiro.

Necessariamente, não precisa ser o melhor de todos, mas aquele que tenha os mesmos propósitos, entusiasmo e visão do trabalho que vai ser executado.

É preciso pensar e conversar muito antes de assumir qualquer compromisso de parceria.

Independente a longo ou curto prazo.

Chamei alguns amigos com experiência neste assunto para darem suas opiniões e aprendi algumas coisas importantes com o material que me enviaram.

Leiam abaixo e comentem:

Vou ser sucinto:
Parcerias são interessantes. Possibilitam somas de forças.
Gosto de desenhar e tenho dificuldades de criar HQ longas, então a parceria com o Diniz é bacana por isso.
Vou listar os positivos:
*Troca de experiências e somas das copetências de cada um.
*Estabelecer prazos  (uma atitude bem profissional).
*Ouvir e aceitar as críticas.
Listando os negativos:
*Problemas de interpretação e de ego podem dar dor de cabeça.
*Não acreditar num projeto é morte na certa.
*Não ficar definido de forma clara de como é a parceria (direitos autorais, na amizade…)
*Não se estabelecer uma meta (pode ter certeza que o projeto não saira nunca!)

Espero ter ajudado

Antonio Eder

http://antonioeder.blogspot.com/

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Primeiro: comprometimento. Já tive tapete puxado e feio.

Segundo: O ideal é que o roteirista possa extrair o melhor do desenhista e o desenhista possa valorizar o texto do roteirista. Isso exige flexibilidade dos dois lados. Todo mundo fala do Alan Moore, mas sinceramente, essa história de “roteiro a prova de desenhista” só demonstra falta de confiança em quem vai ilustrar seu trabalho. Hoje em dia acho que o Greg Capullo estava certo ao mandar às favas a infinidade de notas que o Moore fez.

É um trabalho de dois lados, onde o roteirista tem que se adaptar ao desenhista e o desenhista têm que se adaptar ao roteirista.

Quando você traz uma parceria, a obra é conjunta e o respeito tem que ser mútuo.

ALEXANDRE SOARES

http://maximumcosmo.blogspot.com

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Eu prefiro fazer tudo sozinho. Quando se trata de HQ!!!

Publicidade, onde já trabalhei como diretor de arte tendo um redator como DUPLA é diferente e nunca tive problema mas você está perguntando no que se refere a HQ, né????.

As experiências com parceria apesar de dar em bons trabalhos, acabam acarretando em “coisas” que não esperamos e o “custo” acaba sendo muito alto…

Veja o caso de Kirby e Stan Lee, ou Byrne e Claremont, chega uma hora que desanda… Mas tudo depende da confiança e conhecimento pleno de quem é seu parceiro. Cada caso é um caso. Por experiência própria, prefiro continuar sozinho, apesar de convites para parcerias promissoras. Sou muito centralizador, por um lado, e ingênuo, por outro.

Já levei muita “porrada” e não tenho como voltar atrás…

FLÁVIO LUIZ

http://flavioluizcartum.fotoblog.uol.com.br

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Talvez seja incorrer no clichê, mas, eu diria que uma parceria em quadrinhos é como casamento: Quando as partes estão em sintonia, um levanta o outro e os dois juntos conseguem chegar muito mais longe do que conseguiriam sozinhos. Mas quando não há essa sinergia, mais cedo ou mais tarde, um acaba levando o outro pra baixo.

E, também como no casamento, tudo começa com um namoro. E, durante o namoro, uma das partes sempre tem que se expor mais, acreditando que a coisa pode render bons frutos, bons filhos. Mas nunca há garantias. Então, depois de um tempo, você acaba percebendo que nem sempre é bom apostar todas as suas fichas num só número. Ou entregar seu coração de bandeja ao primeiro pretendente que bate a porta de seu castelo.

Então, você começa a namorar, com um e com outro, dedicando seu carinho e sua atenção a seus pretendentes, mas só na medida exata para conhecê-los melhor, como todo namoro que se preze. Então, depois de algum tempo, você começa a perceber quem são os sérios e aqueles que só contam vantagem e mentiras.

Não é um caminho fácil e nem sempre todos tem escrito em suas testas suas reais intenções. Então, um dia, quem sabe com a sorte das musas, quem sabe com o acaso do destino, você acaba encontrando o companheiro ideal, aquele que vai lhe fornecer o apoio nos momentos difíceis e que irá rir junto quando as coisas caminharem por veredas mais ensolaradas, que irá acreditar naquela fagulha etérea de uma idéia saltitante e que lhe dará corpo juntando os esforços com os olhos voltados não para o próprio umbigo, mas para um produto final resultante de onde antes nada havia senão esperança.

Exatamente como um casamento. ;)

Leonardo Santana
http://www.leonardosantana.com.br

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- O lado bom e o ruim de ter um parceiro (roteirista/desenhista)

JJ: O lado bom é poder potencializar seu trabalho e ganhar conhecimento com a troca de experiências; A geração de um produto que é o resultado da união de caminhos estéticos distintos; O enriquecimento da percepção de universo gráfico.

O lado ruim só surge quando o diálogo não existe. Projetos de parceria surgem pela colaboração das duas partes contribuindo e trocando idéias, adaptando sua própria visão a respeito do tema e tentando saídas democráticas e criativas para os impasses narrativos ou estéticos.


- O que recomenda para os outros para que uma parceria dê certo e o que evitar para que ela não termine no meio de um projeto.

JJ: Antes de tudo é preciso respeitar o tempo do outro. Cada ser humano tem seu tempo de assimilação e de resposta. Quando o projeto não visa lucro ou remuneração uma pressão por resultados pode gerar constrangimento. Em contra-partida quando há remuneração envolvida os prazos devem ser claros e determinados antes do início do trabalho. O reajuste de prazos deve ser feito de acordo com o tempo real disponível pelas partes.

Acho que temperança, paciência e companheirismo são elementos que ajudam a superar desavenças que venham a interromper um projeto. Antes de embarcar em uma nova produção conjunta o ideal é amadurecer a idéia, nunca responder a uma proposta de imediato, sempre destinar um tempo à reflexão e à pesagem dos prós e contras e a uma checagem na agenda pessoal. Poderei cumprir o cronograma? Terei prazo para colaborar com um nível de qualidade aceitável?

Somos feitos de tempo. Terei tempo para fazer tudo o que quero? Às vezes um ‘não’ pode evitar muitas dores de cabeça. O ideal é não ter pressa em aceitar uma proposta.

JJ MARREIRO.

http://fotolog.terra.com.br/laboratorio_espacial

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O lado bom de ter um parceiro, é que a construção de um trabalho ganha muito mais teor e qualidade. A troca de informação, a troca de opinião, a junção de todo um poder criativo, colabora muito na produção de um trabalho.

O lado ruim pode surgir quando a parceria tem objetivos ou rumos distintos, quando as idéias não se encontram no objetivo do trabalho, quando as opiniões seguem caminhos diferentes, e não se acham nelas pontos em comum e positivos para o trabalho, ou quando uma das partes prefere exaltar sua opinião e determiná-la como a única correta.

Diferenças existem, afinal estamos falando de indivíduos diferentes, de origens e educação diferentes, mas quando essas diferenças atingem o trabalho proposto, pode dificultar em muito as coisas.

- O que recomenda para os outros para que uma parceria dê certo e o que evitar para que ela não termine no meio de um projeto.

Não basta terem uma idéia em comum.

Seja uma dupla, sejam parceiros, sejam amigos.

Escute seu parceiro (assim como ele deve ouvi-lo), entenda e conheça seu parceiro.

Dessa forma fica muito mais fácil debater e finalizar uma obra, entender ”aquela” idéia que seu parceiro teve, conhecer seu parceiro agiliza em muito a troca entre vocês.

Eu e o Fabiano somos amigos desde 1995, e desde então temos trabalhado nossos projetos sempre juntos, na única vez em que nos “separamos” contribuímos muito pouco (entenda “nada”) p/ esses nossos projetos, e admitimos que separados não tínhamos força.

Hoje nossos projetos estão mais encorpados, o trabalho em parceria é muito mais constante, discutimos argumento, roteiro e arte sempre juntos, em consenso, não aprovamos, oi críamos nada, sem o conhecimento do outro, nossa parceria é uma constante.

Deus nos fez indivíduos sociáveis, o objetivo Dele era de que estivéssemos sempre juntos ao nosso próximo, por isso eu creio que, é muito melhor, trabalhar em parceria, do que trabalhar sozinho.

LÉO DUARTE

http://fotolog.terra.com.br/pacificadora
http://quadrinhoscrepusculo.blogspot.com
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Por muitos anos trabalhei de forma solitária nos quadrinhos… Escrevia, desenhava letrava, coloria (ou reticulava) e editava meus zines. Tudo de forma solitária. Acho que é um processo importantíssimo para todos nós que queremos nos aventurar por este mundo, pois possibilita o conhecimento de cada uma das estapas de construção de uma HQ.
Mas ter um companheiro para trabalhar também é algo muito gratificante! É muito legal quando encontramos alguém que complementa o teu trabalho!
Na verdade, os dois sistemas de produção são bacanas, tanto o solitário quanto o de parcerias! E não dá para fazer comparações entre ele! Impossível dizer qual é o melhor método de trabalho!
Tenho exercitado os dois meios: para alguns projetos, trabalho de forma individual, como é o caso das charges, ilustrações e tiras que publico no jornal onde trabalho. Também trabalhei assim, só, muito tempo com o Topman! Mas foi com o Penitente que tive as melhores experiências de parcerias! Inclusive, no caso deste personagem, sem estas parcerias, a revista do Penitente simplesmente não existiria! Simples assim!
Se perguntares qual a fórmula para uma parceria dentro dos quadrinhos darem certo, bem, pra mim, continua valendo à mesma regra de qualquer outro relacionamento: o RESPEITO!
Acho que é isso… Espero ter ajudado!

LORDE LOBO
www.lordelobo.com.br


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Parceria, pra mim, tem que ser (quando possível claro) trabalho entre dois amigos.

O meu critério de escolha não é só q qualidade no trabalho, embora esse seja o quesito inicial. Mas tem que ser alguém com quem eu goste de conversar, que me passe equilíbrio, que goste de opinar e de aceitar opiniões, que tenha uma boa cultura geral e que não tenha nenhum ego insuflado. Tem que ser alguém que eu receberia com prazer para passar alguns dias na minha casa, como hóspede, ou com quem seria um prazer viajar junto. Uma pessoa assim com certeza será um bom companheiro de trabalho.

Tem também que demonstrar ter perseverança, apostar a médio e longo prazo e não ser ansioso. A parceria na criação de um único álbum de quadrinhos pode durar até anos, se formos considerar o tempo de produção, a negociação com as editoras, o prazo até o livro ser publicado, o lançamento… O meu parceiro tem que ser alguém que eu saiba que não vai desanimar no meio do caminho. Senão, eu me empenho num roteiro, daí ele desenha 1/3 das páginas e desiste ou desanima.

E aí, o que é feito do meu trabalho?


André Diniz
http://www.nonaarte.com.br

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Bem, eu e o Laudo já trabalhamos juntos a mais de 12 anos, nesse tempo todo o que sempre mantivemos é um respeito mútuo e admiração pelo trabalho, eu pelo dele e vice-versa.

Eu não posso dizer que tenha um lado ruim, por que pra mim não tem, eu aprendi muito trabalhando com o Laudo, pois ele tem mais experiências que eu, e espero, tenha também contribuído para o trabalho dele.

Numa parceria você tem trocas de experiências, não só do lado artístico, mas também no profissional.

Eu só tive boas experiências trabalhando com ele e tive um conhecimento maior na arte de desenhar e criar.

Omar Viñole
www.estudiobandadesenhada.com.br
http://fotolog.terra.com.br/bandamamao
http://fotolog.terra.com.br/bandadesenhada
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A minha parceria com o Omar Viñole já duram treze anos.

Nunca brigamos, embora, obviamente tenhamos muitas diferenças, mas muito mais pensamentos, raciocínios sobre as coisas, nossos trabalhos, parecidos. Isso é fundamental para qualquer parceria, o respeito e conviver na paz com as diferenças. Existindo isso, as diferenças com o passar do tempo acabam não pesando.

O trabalho do Omar é literalmente um complemento ao meu.

Se eu penso e executo, ele finaliza com maestria e conhecimento de um autêntico criador. Aprendi muito com ele com o passar de todos esses anos e principalmente, nossa parceria principal armada que é desenho/arte-final possibilitou-me e muito uma evolução no que faço, no meu desenho.

Alguns trabalhos como a série da Tianinha ou “Yeshuah” é indispensável sua participação.

Grande parceiro e grande amigo.

LAUDO
www.estudiobandadesenhada.com.br

http://fotolog.terra.com.br/bandamamao

http://bandamamao2.blogspot.com


AUTO RETRADO DE ROCKWELL

TRIPLO AUTO RETRATO DE ROCKWELL

“Nunca me considerei um pintor, e sim um ilustrador. Retrato gente simples em situações comuns. E isso é tudo”. - Norman Rockwell


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Durante todo esse tempo, Rockwell, que jamais ousou considerar-se um artista de verdade, seduziu milhões de americanos com suas ilustrações para a revista Saturday Evening Post.

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Ainda garoto, logo após fugir do ginásio, ele bateu à porta da publicação com um calhamaço de desenhos debaixo do braço. Conseguiu emprego na hora. Nove anos depois, já era um medalhão da imprensa americana e em boa parte responsável pelo sucesso da revista, que vendia 2 milhões de exemplares semanais.

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As reproduções em papel de seus trabalhos continuam vendendo milhões de exemplares a cada ano nos Estados Unidos e na Europa. Suas pinturas, como O Relojoeiro, leiloada pela Sotheby’s recentemente, têm batido a casa dos 900.000 dólares.

Norman Rockwell era talentoso, com um tino certeiro para captar o triunfalismo do cotidiano americano na primeira metade do século. É difícil não se render ao charme ingênuo de seus personagens provincianos.

Seu grande trunfo era a forma com que conseguia aliar o traço nervoso e o caráter instantâneo da cena pintada a um detalhismo maneirista. Some-se a isso sua intuição precisa para captar vibração em tipos humanos comuns.

“Rockwell pintou uma América que não existe mais”, diz Steven Spielberg, fã inflamado do ilustrador.

Muitos desenhistas de quadrinhos como Hughes, Cho e outros já homenagearam o artista em algumas de suas capas e pinups.

site oficial: http://www.normanrockwell.com/index.php

museu: http://www.nrm.org/

barradebaixo

CLIQUE NAS IMAGENS PRA VÊ-LAS AMPLIADAS.

(matéria resumida de Angela Pimenta, da Revista Veja)

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