“Nunca me considerei um pintor, e sim um ilustrador. Retrato gente simples em situações comuns. E isso é tudo”. - Norman Rockwell
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Durante todo esse tempo, Rockwell, que jamais ousou considerar-se um artista de verdade, seduziu milhões de americanos com suas ilustrações para a revista Saturday Evening Post.
Ainda garoto, logo após fugir do ginásio, ele bateu à porta da publicação com um calhamaço de desenhos debaixo do braço. Conseguiu emprego na hora. Nove anos depois, já era um medalhão da imprensa americana e em boa parte responsável pelo sucesso da revista, que vendia 2 milhões de exemplares semanais.
As reproduções em papel de seus trabalhos continuam vendendo milhões de exemplares a cada ano nos Estados Unidos e na Europa. Suas pinturas, como O Relojoeiro, leiloada pela Sotheby’s recentemente, têm batido a casa dos 900.000 dólares.
Norman Rockwell era talentoso, com um tino certeiro para captar o triunfalismo do cotidiano americano na primeira metade do século. É difícil não se render ao charme ingênuo de seus personagens provincianos.
Seu grande trunfo era a forma com que conseguia aliar o traço nervoso e o caráter instantâneo da cena pintada a um detalhismo maneirista. Some-se a isso sua intuição precisa para captar vibração em tipos humanos comuns.
“Rockwell pintou uma América que não existe mais”, diz Steven Spielberg, fã inflamado do ilustrador.
Muitos desenhistas de quadrinhos como Hughes, Cho e outros já homenagearam o artista em algumas de suas capas e pinups.
site oficial: http://www.normanrockwell.com/index.php
museu: http://www.nrm.org/
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(matéria resumida de Angela Pimenta, da Revista Veja)



